Claro que tens razão.
Da vida temos o leme,
ou como dizes...o timão.
Somos cúmplices
todo o tempo e sempre
e de todos os eventos
que ora afagam
ora ferem o coração.
Somos o chão e o teto
a vela e o casco
o vento e o mar
Somos ainda
o querer de nós
e às vezes do outro,
mas sempre e em essência
conduzimos a rédea
da existência.
Se é certo isso que penso
aqui e agora
a distancia nada significa
pois que é somente coisa física,
de momento ou circunstância.
Pois de fato
o pensamento que te segue
é mais forte
que os ventos do norte.
E os risos da paz
ou o olhar sobre a planta que cresceu
jamais deixaram de habitar
algum instante
entre o seu
e o meu.
Lúcia Couto
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Mudança
Nas encostas desse mar
ainda escorrem gotas
deixadas
pelo vai-e-vem das marés.
A cada tempo
cada fato
cada onda ou impacto
sofrem os rochedos
invisível mudança.
Força de mar
tempos do mar
ondulantes paixões
à mercê, ora dos ventos do sul
ora dos ventos do norte
revolvendo ondas
espumantes desafios
que batem renitentes
moldando as encostas
quase docemente.
Lúcia Couto
ainda escorrem gotas
deixadas
pelo vai-e-vem das marés.
A cada tempo
cada fato
cada onda ou impacto
sofrem os rochedos
invisível mudança.
Força de mar
tempos do mar
ondulantes paixões
à mercê, ora dos ventos do sul
ora dos ventos do norte
revolvendo ondas
espumantes desafios
que batem renitentes
moldando as encostas
quase docemente.
Lúcia Couto
Vela ao Vento
Não me digam para seguir em frente...
pois nem sei se é esse o meu rumo.
Nem digam que pare onde estou...
pois nada em mim enraizou.
Simplesmente...me observem
silentes...contemplativos
Deixem que venha e que vá
deixem que passe por sí
Deixem passar...
esse ser flutuante
nas ondas, nos ventos...
nas águas do mar!
Lúcia Couto
pois nem sei se é esse o meu rumo.
Nem digam que pare onde estou...
pois nada em mim enraizou.
Simplesmente...me observem
silentes...contemplativos
Deixem que venha e que vá
deixem que passe por sí
Deixem passar...
esse ser flutuante
nas ondas, nos ventos...
nas águas do mar!
Lúcia Couto
Palavras sem mistério
Na verdade não sabia
que há mistério naquilo que escrevo.
Pensamentos me fluem
tão fáceis, tão claros
feito água de rio em seu leito.
Se os vês escuros como a noite africana
devo perguntar-me...
se ao clarão dessa lua que hoje vês
poderias enxergar
o dia que, quando escrevo, me envolve
e me encanta?
a fala, puro lirismo...nua,
ou a paz que minha palavra canta?
De verdade nunca soube
forjar nas falas esconderijos
velar nas sombras
meu olhar sobre você
ou sobre o mundo.
pois a cada vez
me descubro
e descubro
como é simples tudo
como tudo reluz
Lúcia Couto
que há mistério naquilo que escrevo.
Pensamentos me fluem
tão fáceis, tão claros
feito água de rio em seu leito.
Se os vês escuros como a noite africana
devo perguntar-me...
se ao clarão dessa lua que hoje vês
poderias enxergar
o dia que, quando escrevo, me envolve
e me encanta?
a fala, puro lirismo...nua,
ou a paz que minha palavra canta?
De verdade nunca soube
forjar nas falas esconderijos
velar nas sombras
meu olhar sobre você
ou sobre o mundo.
pois a cada vez
me descubro
e descubro
como é simples tudo
como tudo reluz
Lúcia Couto
Renitência
Eu sou a vontade de ver o sol
onde imperam as nuvens
de ver a chuva
onde a terra rachou.
Sou o desejo
da sombra da árvore
quando a pele arde
e a saliva secou.
Peço água...
Sou aceno de adeus
no pó da estrada
E o nó da garganta
ardente...engasgada...
olhando pra morte
que nem ao menos chegou
mas já esgota a vida
na certeza inata.
Peço nada!
Lúcia Couto
onde imperam as nuvens
de ver a chuva
onde a terra rachou.
Sou o desejo
da sombra da árvore
quando a pele arde
e a saliva secou.
Peço água...
Sou aceno de adeus
no pó da estrada
E o nó da garganta
ardente...engasgada...
olhando pra morte
que nem ao menos chegou
mas já esgota a vida
na certeza inata.
Peço nada!
Lúcia Couto
O tempo em nós
Creio amiga
que é chegada a hora...
é mais que tempo
de olharmos bem dentro de nós...
mais ainda que olhamos para fora
e enxergarmos tudo...
desnudando as faces que amamos
o bom de nós
o bonito de nós
tantas vezes oculto.
Creio amiga
que é chegado o tempo
de permitir a vida...
de fazer fluir a emoção...
aquela...aquelas tantas
por tudo escondidas,
até de nós mesmas...
até por nós mesmas...
nos caminhos e escolhas
nas encostas da vida.
Creio amiga
que é chegado o tempo
da mais pura verdade
da maior das vaidades
do desejo mais absurdo
da vontade mais plena.
É chegado nosso tempo
de exigir dessa vida
a paixão mais primitiva
por aquilo que somos
mulheres inteiras
nunca mais divididas.
Lúcia Couto
que é chegada a hora...
é mais que tempo
de olharmos bem dentro de nós...
mais ainda que olhamos para fora
e enxergarmos tudo...
desnudando as faces que amamos
o bom de nós
o bonito de nós
tantas vezes oculto.
Creio amiga
que é chegado o tempo
de permitir a vida...
de fazer fluir a emoção...
aquela...aquelas tantas
por tudo escondidas,
até de nós mesmas...
até por nós mesmas...
nos caminhos e escolhas
nas encostas da vida.
Creio amiga
que é chegado o tempo
da mais pura verdade
da maior das vaidades
do desejo mais absurdo
da vontade mais plena.
É chegado nosso tempo
de exigir dessa vida
a paixão mais primitiva
por aquilo que somos
mulheres inteiras
nunca mais divididas.
Lúcia Couto
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