Eu sou a vontade de ver o sol
onde imperam as nuvens
de ver a chuva
onde a terra rachou.
Sou o desejo
da sombra da árvore
quando a pele arde
e a saliva secou.
Peço água...
Sou aceno de adeus
no pó da estrada
E o nó da garganta
ardente...engasgada...
olhando pra morte
que nem ao menos chegou
mas já esgota a vida
na certeza inata.
Peço nada!
Lúcia Couto
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
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