Pois que ânsia de saber de ti!
Saber para além ainda do que contam
os poemas que li.
Sim porque cada um deles
Condensa tanta vivência...
Tanta coisa...tanta coisa...
Aliás, que seriam dos poemas
Sem vivências?
Sem almas vomitando impropérios
Sem gritos engasgados
E mortes sem velórios?
Bolhas de sabão, sacos vazios
Noites insones
Varadas por nada.
Isso seriam os poemas.
Pois que ânsia de te contar de mim!
Eu insone tantas vezes
a tela enfumaçada
Tentando enxergar algo
De dentro do nublado dos olhos
Tão úmidos
Tão meus, tão seus.
A abrir e fechar ciclos
Na solidão consentida
Dos dias
Tão meus, tão seus.
Identidade
Forjada paripasso
Pois que pensamento
Vive para além do espaço e do tempo.
E outras tantas vezes
Em que fui feliz?
Nem te contei.
Eu feliz
Sono solto
Feito algaroba ao relento
Feito pele arrepiada
De rainha emocionada
Absoluta
Sobre a natureza que cultivei.
Nem te contei.
Outro dia, por exemplo,
Alguém me amou
Sem me tomar a vida
E eu nem te contei.
Lúcia Couto
sábado, 27 de setembro de 2008
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
A Renato
Quisera poder registrar pensamentos
tão rapidamente
Quanto eles me acometem.
Relâmpagos
fulgazes momentos
Entre uma tarefa e outra
(Coisa bem doméstica)
Entre uma pitada de sal e um abraço,
Entre um “oi tudo bem?”
uma mexida na panela, ao meio dia
um tédio, um cansaço.
Quisera lembrar das tantas vezes
Que pensei em você
A cada dia desses tantos que se passaram.
Lembrar “que” lembranças
E distancias
Minha alma assolaram
Nesse festejo.
Funesta emoção
Tempestade de incontrolável força
Rasgando de dentro a dentro
meu coração.
Se eu pudesse
Todas essas forças registrar
A cada instante
Com certeza longos escritos
(Mais longos do que aqueles já ditos)
Haveria que contar e,
Quem sabe?
Até um livro eu pudesse editar.
Mas que me importa o livro?
Que me importa tudo isso
É só uma história. Mais uma para alguém contar.
E histórias são tantas
Quantas?
Que importa? Que importam?
Início, meio e fim...
Murcha flor da pele
Tudo igual
Tudo vão
Tudo tão sem nexo
reflexo da solidão.
Tudo tão lindo e pobre
A cada vez quisera lembrar.
Lúcia Couto
tão rapidamente
Quanto eles me acometem.
Relâmpagos
fulgazes momentos
Entre uma tarefa e outra
(Coisa bem doméstica)
Entre uma pitada de sal e um abraço,
Entre um “oi tudo bem?”
uma mexida na panela, ao meio dia
um tédio, um cansaço.
Quisera lembrar das tantas vezes
Que pensei em você
A cada dia desses tantos que se passaram.
Lembrar “que” lembranças
E distancias
Minha alma assolaram
Nesse festejo.
Funesta emoção
Tempestade de incontrolável força
Rasgando de dentro a dentro
meu coração.
Se eu pudesse
Todas essas forças registrar
A cada instante
Com certeza longos escritos
(Mais longos do que aqueles já ditos)
Haveria que contar e,
Quem sabe?
Até um livro eu pudesse editar.
Mas que me importa o livro?
Que me importa tudo isso
É só uma história. Mais uma para alguém contar.
E histórias são tantas
Quantas?
Que importa? Que importam?
Início, meio e fim...
Murcha flor da pele
Tudo igual
Tudo vão
Tudo tão sem nexo
reflexo da solidão.
Tudo tão lindo e pobre
A cada vez quisera lembrar.
Lúcia Couto
domingo, 21 de setembro de 2008
...e por falar de lágrimas...
No entanto te digo...
Eu que sei...
Numa só gota de lágrima vertida
Infindáveis são as incógnitas
Que extraem de tuas células
Esse líquido maravilhoso.
Lágrimas!
Essa forma intensa de vida,
Que faz arder teus olhos de tanto sal...
Que faz escorrer teu nariz...qual gripe viral
Que te faz respirar, ora sufocado...ora aliviado...
Após cada enchente
Da qual nem conheces...
Ou que vais conhecendo aos poucos
a semente.
No entanto te digo...
Eu que sei...
Numa só gota de lágrima vertida
Infindáveis são as incógnitas
Que extraem de tuas células
Esse líquido maravilhoso.
Lágrimas!
Essa forma intensa de vida,
Que faz arder teus olhos de tanto sal...
Que faz escorrer teu nariz...qual gripe viral
Que te faz respirar, ora sufocado...ora aliviado...
Após cada enchente
Da qual nem conheces...
Ou que vais conhecendo aos poucos
a semente.
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