quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Palavras sem mistério

Na verdade não sabia
que há mistério naquilo que escrevo.
Pensamentos me fluem
tão fáceis, tão claros
feito água de rio em seu leito.
Se os vês escuros como a noite africana
devo perguntar-me...
se ao clarão dessa lua que hoje vês
poderias enxergar
o dia que, quando escrevo, me envolve
e me encanta?
a fala, puro lirismo...nua,
ou a paz que minha palavra canta?
De verdade nunca soube
forjar nas falas esconderijos
velar nas sombras
meu olhar sobre você
ou sobre o mundo.
pois a cada vez
me descubro
e descubro
como é simples tudo
como tudo reluz

Lúcia Couto

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