Agora que as crianças dormiram
Aquele sono de infância que
nossas memórias guardam
podemos, desde nosso silêncio
ocidentalmente ocupadas
recuperar liames
enquanto pessoas amadas.
Amor jamais corrompido
Pelo tempo passado
Entre um encontro e outro...
Jamais consumido
No cotidiano desencontrado
De pessoas alheias
Ou definhantes sentimentos
Na hipocrisia pautados...
Não...não fomos nós!
Agora que as crianças dormiram
Permitindo aos adultos a deixa
De buscar seus próprios cerrados,
Vamos nós por em dia
Da nossa vida o regaço.
Vamos nós de alegrias
Preencher o terraço
Da casa que não conhecemos
Que não construímos
E que talvez... tanto quisemos.
Projeto presente em cada sono
Cada sonho comunitário
Que para além
De qualquer chavão revolucionário
Era parte de quem re-parte
Por um devir visionário.
Sim...fomos nós!
Agora que as crianças dormiram
Que se nos cheguem
Todos os tempos e palavras não ditas
Que se preencham todos os espaços
Dos quais a vida
Com seu bom(?) senso nos privou.
Que se nos cheguem
Todos os viajantes que nem cumprimentamos
E que menos ainda amamos.
Que se nos cheguem
os tempos de hoje... surrealista pintura
como os ventos que levam os invernos
como os amores que aliviam os infernos
como as dores que obrigam à cura!
Sim...somos nós!
Agora que as crianças dormiram
Que os homens se foram
Em sua busca insana
À procura do nada
É nossa vez de,
Assim como é sangrar
Uma vez por mês,
Permitir à palavra a fluidez
E ordenar a emoção do pensamento
De maneira que de agora em diante
E até o fim dos nossos tempos
Nenhuma lacuna
Ou estanque momento
Venha nos fazer lamentar
Quando uma ou outra
Parar de respirar
Em rendição à vitória do tempo.
Lúcia Couto
sábado, 20 de setembro de 2008
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Para Christian
Não somos borboletas...
é bem verdade!
Mesmo assim o poder de liberdade
que nos acomete
quando conquistamos
as cores e dores da idade
nos permite leves amores,
distantes de ranços ...
de ordens e feitores
Amores feitos de lealdade
menos para consigo
muito mais para com o outro
Amores relapsos, descontraidos
feitos, refeitos
nos leitos da saudade.
Amores per- feitos apenas...e apenas
no deleite do bem-querer
na boa energia de viver!
Lúcia Couto
é bem verdade!
Mesmo assim o poder de liberdade
que nos acomete
quando conquistamos
as cores e dores da idade
nos permite leves amores,
distantes de ranços ...
de ordens e feitores
Amores feitos de lealdade
menos para consigo
muito mais para com o outro
Amores relapsos, descontraidos
feitos, refeitos
nos leitos da saudade.
Amores per- feitos apenas...e apenas
no deleite do bem-querer
na boa energia de viver!
Lúcia Couto
Quem sou eu?
Para a pluma que resvala
Em suaves lufadas de ar
Movidas pelas ondas de calor
Que se geram e elevam
Como reflexos do astro supremo...
Eu sou a leveza!
Para a voz única jamais ouvida
Tal a perfeição dos sons que emite
Pois que nenhuma acuidade auditiva
Por mais sobrehumana que fosse
Seria capaz de captá-la...
Eu sou o timbre!
Para a dor suprema...o inóspito
O extremo humano da agonia
Aquela que não pode ser tocada
Pelo tato comum
Ou pela vontade de socorro...
Eu sou o grito!
Lúcia Couto
Em suaves lufadas de ar
Movidas pelas ondas de calor
Que se geram e elevam
Como reflexos do astro supremo...
Eu sou a leveza!
Para a voz única jamais ouvida
Tal a perfeição dos sons que emite
Pois que nenhuma acuidade auditiva
Por mais sobrehumana que fosse
Seria capaz de captá-la...
Eu sou o timbre!
Para a dor suprema...o inóspito
O extremo humano da agonia
Aquela que não pode ser tocada
Pelo tato comum
Ou pela vontade de socorro...
Eu sou o grito!
Lúcia Couto
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