Para a pluma que resvala
Em suaves lufadas de ar
Movidas pelas ondas de calor
Que se geram e elevam
Como reflexos do astro supremo...
Eu sou a leveza!
Para a voz única jamais ouvida
Tal a perfeição dos sons que emite
Pois que nenhuma acuidade auditiva
Por mais sobrehumana que fosse
Seria capaz de captá-la...
Eu sou o timbre!
Para a dor suprema...o inóspito
O extremo humano da agonia
Aquela que não pode ser tocada
Pelo tato comum
Ou pela vontade de socorro...
Eu sou o grito!
Lúcia Couto
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
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